Hoje, não tão cedo como em outros domingos, ao sair de casa rumo a destino não sabido, afiei a direção das minhas pernas andarilhas rumo ao clube pra onde vou todas as tardes. Estava frio, em volta dos dez graus Celsius. Embora apreciasse esticar a corrida mais um cadinho, ir até a linda Ribeirão Vermelho, ou outra cidade pra onde sempre vou, aos sábados, a querida Ijaci, dado a uma noite mal dormida, compareci a duas festas na noite de sábado, digeri, com meu cansaço ir mais perto, correr na esteira uns poucos dez quilômetros, naquele ambiente bom e de saudades tantas, por uma circunstância que mexe com minha imensa sensibilidade: a Rua Costa Pereira foi onde cresci, de onde trago recordações ternas, da minha infância querida que os anos não trazem mais.
Antes que completasse a corrida, minutos antes de descer a rampa que da para os aparelhos destinados a reforçar os músculos já rijos o bastante, ao meu lado direito começou a usar a esteira uma moça linda por dentro e pelo exterior. Já a conhecia de dantes. Ela e seu ex-namorado, imaginava-os casados em breve, agora estão separados. Ele mora longe de aqui. Ela, para gáudio dos apreciadores da beleza por sorte nossa ainda está em nossa cidade.
Em boa prosa pusemos os assuntos em dia. Conversamos sobre banalidades, embora sua beleza não fosse mais uma das minhas ficções, mais um devaneio meu. Aquela fascinante rapariga é um exemplo contundente de como se pode ter duas belezas em uma só pessoa. Ao revés do que pude ver na pessoa que me ensejou o texto deste domingo trinta de julho. Um ignóbil e safado agiota transformado, desde que sumiu na braquiária da sua rocinha prejuizenta.
Indez era filho único. Nascido na roça, onde tem até hoje o umbigo enterrado debaixo de um pé de bananeira que já deu cacho e não morreu. Seu nome esquisito, Indez, traz na sua escolha, por parte de um tio torto, por razão daquele ovo de galinha caipira deixado no ninho na intenção de que a tal não abandone a postura e deposite seus ovos de gema amarelinha como o canarinho da terra noutro lugar e não sirva de alimento ao tucano bico longo e pontudo.
Os outros nomes que seguem ao primeiro tem uma explicação leviana, apesar de lógica.
Contam, nos arrabaldes, que, numa tarde de sábado, eu tive o prazer de estar presente à efeméride, quando o jovenzinho Indez tocava o carro de boi de mugido berrante por uma estradinha curta e ladeada de arvorezinhas vestidas em verde diletante, a pastaria estava verdejante, assim que o carreiro iniciante tocou com sua vara de tocar gado o traseiro do boi chifrudo que ia atrás dos colegas, se não me logro seu nome era Trovão, um boi guia que foi levado a parte de trás dos dez bois em dupla com a canga no pescoço grosso, por causa do piriri da brota, uma diarreia profusa que ataca as vacas e seus príncipes consortes, quando Indez bateu a vara com um finca na ponta na bunda do boizão enorme, do seu anus partiu um jato de cocô verdinho, que deixou o infeliz Indez coberto das fezes do malandrão Trovão.
Daí o nome completo do mais feio que urubu depenado – Indez Vara de Tocagado.
Não precisa dizer que muito e muito mais desprovido de beleza pura que a linda moça que ficou exibindo sua beleza no LTC, cujo nome declino agora: Taiana.