Nem sempre, quando menino, espertinho, lourinho de cabelos encaracolados como os do meu netinho Theo. Quando queria alguma coisa, que fossem em duas datas especiais, meu aniversário em sete de dezembro e as vésperas do Natal. Escrevi uma cartinha ao Papai Noel, no qual cria de verdade naquela tenra idade, suplicando-lhe em letrinhas bem grandinhas […]
Crônicas
O poder miraculoso das palavras
Sempre, desde quando aprendi a soletrar o baba, com as letras sempre me dei bem. Números éramos inimigos figadais. Não tanto de mal ficávamos quando, naquela aula chata de aritmética, assentava-me a última carteira para que a minha professorinha não me visse distraidozinho, ou melhor, atento aos olhos daquela lourinha linda meninazinha, de nome Lucinha. […]
A escora do zé Peleja
Cada um de nós tem sua escora. Pedreiros, à hora do descanso no intervalo sagrado do almoço, tiram um cochilo escorando-se alguns minutos apenas deitados num saco vazio de cimento sonhando um dia serem mestres de obra ou mesmo engenheiros. Pintores de paredes, como meu amigo do peito de nome Clodoaldo, aquele bom pintor gente […]
“Num é que vosmecê tá coberto de razão”?
Dizem, com muita propriedade, que o coração tem razões que a própria razão desconhece. Pra mim essa tal de razão deveria estar coberta desse mesmo nome de começo em r e terminado em o. Desde que o desde era apenas menino, de calças curtas e ideias alongadas. Euzinho, pensando ter razão me metia numa briga […]
Dia de quê?
Contam-se trezentos e sessenta e cinco dias um ano inteiro. Doze meses somam-se desde janeiro a dezembro. Já horas, minutos e segundos nem sei dizer quantos são perfazendo um ano inteiro. Eu, desde que nasci em sete de dezembro de um mil novecentos e quarenta e nove, contabilizo setenta e seis. Acredito que todos os […]
