Sempre, desde quando aprendi a soletrar o baba, com as letras sempre me dei bem. Números éramos inimigos figadais. Não tanto de mal ficávamos quando, naquela aula chata de aritmética, assentava-me a última carteira para que a minha professorinha não me visse distraidozinho, ou melhor, atento aos olhos daquela lourinha linda meninazinha, de nome Lucinha. […]
Crônicas
A escora do zé Peleja
Cada um de nós tem sua escora. Pedreiros, à hora do descanso no intervalo sagrado do almoço, tiram um cochilo escorando-se alguns minutos apenas deitados num saco vazio de cimento sonhando um dia serem mestres de obra ou mesmo engenheiros. Pintores de paredes, como meu amigo do peito de nome Clodoaldo, aquele bom pintor gente […]
“Num é que vosmecê tá coberto de razão”?
Dizem, com muita propriedade, que o coração tem razões que a própria razão desconhece. Pra mim essa tal de razão deveria estar coberta desse mesmo nome de começo em r e terminado em o. Desde que o desde era apenas menino, de calças curtas e ideias alongadas. Euzinho, pensando ter razão me metia numa briga […]
Dia de quê?
Contam-se trezentos e sessenta e cinco dias um ano inteiro. Doze meses somam-se desde janeiro a dezembro. Já horas, minutos e segundos nem sei dizer quantos são perfazendo um ano inteiro. Eu, desde que nasci em sete de dezembro de um mil novecentos e quarenta e nove, contabilizo setenta e seis. Acredito que todos os […]
O pequeno empresário da paçoquinha
Todo aquele que pretende se dar bem na vida são esses os conselhos que lhes passo adiante embora não seja eu exemplo que devem seguir já que eu, médico escritor que um dia tentou ser fazendeiro morando no asfalto sem saber as razões de o leite sair branquinho de uma vaca de cor escura. Ou […]
