Esse senhor, bem rodado em anos. Nem se lembra mais de quantas velinhas assoprou na sua vida. Quem o conhece não se esquece dele jamais. Não apenas por sua simpatia, amor ao trabalho pesado. Ele a enxada parece terem sido feitos um para o outro. Mãos caludas, sorriso branco muito franco. Não é de falsear […]
Crônicas
Da valsa ao funk
Deveríamos dançar seguindo a partitura da música. Mas tem gente que dança, requebra a pança, rebola, pisa na bola e de nada adianta voltar à pista d e dança que a barriga não desincha. Ela passa a engordar mais ainda. Pena que nem sempre ser bola cheia faz da gente uma Gisele Bündchen. Essa nossa […]
Que nome dar a isso?
Tempos se vão na distância dos anos. De repente me vi menino. Era bem novo ainda. Uns seis, sete, mais um a frente. Era dezembro em sua metade. Dia sete assoprei mais uma velinha. Era um punhadinho apenas a iluminar a sala. Não me lembro se na sala de jantar ou naquela mesa azulejada da […]
Não me tenham como egocêntrico
Egocentrismo, palavra forte, que nos coloca no centro. No meio, pra mim um lago seco no meio do nada. Quem sofre dessa doença pensa ser o dono, o ditador, o presidente, o mandatário maior de um reino, de um país, ditando as regras a serem seguidas por todo mundo. Eu no centro, em priscas eras, […]
Ninguém sabe
“Quanto mais a gente veve”, bem dizia o cumpade Tião. “Mais a gente leva burduada nos costados. Coitadin da gente. Nois apanha mais que panhadera de café. Num cafezar enfezado. Se nois discuida e desleixar nosso fio sortinho disbaixo de uma moitinha de café. Uma cobra inxerida pessoarmente peçonhenta vai dar bote na nossa botina […]
