A próstata do nosso presidente

Como médico especialista nessa área problemática da medicina.
Tenho a Urologia uma das mais difíceis de praticar.
Pra chegarmos a ela necessário se faz graduarmos em medicina em seis anos.
Médicos feitos, sonhos em meio concretizados.
Nossa formação ainda no começo. Muitos param por aí e não se tornam especialistas numa lista enorme de caminhos que o médico pode seguir.
Uma vez diplomados, aquele canudo onde consta nossos nomes. Pode nos habilitar a seguir adiante. Já que clínicos passamos a ser. Um meio médico, conhecido como doutor sem a titulação devida. Por não termos continuado nossos estudos para sermos de fato chamados mestres ou doutores pós graduados.
Por que tenho pela urologia um certo justificado temor?
Desde aqueles idos anos. Quando aqui cheguei. Tendo completado minha formação profissional dantes começada em nossa capital. E finada em Madrid, linda capital espanhola.
Sendo pioneiro em nossa região na operação de próstata sem incisões maiores.
Apenas introduzindo um aparelhinho fino pela uretra do enfermo sofredor dos males de uma próstata hipertrofiada. A qual glândula, sem serventia nos de maior idade. Incha como um balão que não sobe aos céus. E por morar justamente onde não deveria. Como uma gravata dando um laço na uretra na vizinhança da bexiga.
Quando a tal próstata madura, nos anciãos e pessoas de menor idade. Cresce, engorda muito. Pode entupir o canal da urina. Não há dor maior que ter de atender um paciente. Na calada da noite. Em outras horas do dia.
E nele meter uma sonda via uretral. E ver desenhado na sua face crispada de dor um muito obrigado doutor.
Creio ter sido essa a cirurgia mais difícil que fiz nesses meus muitos anos de trabalho.
Meu saudoso pai. Cuja fotografia tenho ao meu lado. Entregando-me um pedaço de papel. Penso ter sido numa reunião rotária anos antes de sua morte.
Eu e minha mãe. Dona Rute Rodarte de Abreu.
Quando íamos almoçar ou jantar num restaurante aqui de Lavras.
Tínhamos de sair às carreiras do restaurante.
Ao ver o constrangimento de minha mãe ao ver a calça do meu pai empapada de urina.
Já que a incontinência urinária é um dos sintomas mais cruéis que atazana a vida dos prostáticos.
Tive de operar meu pai de próstata.
Quase não dormi à véspera daquele dia.
Cheguei ao centro cirúrgico da Santa Casa uma hora antes da operação marcada.
Meu pai ainda estava no apartamento ao lado de minha mãe.
Subi com ele pelo elevador. Ele numa maca. Eu ao seu lado.
Minhas mãos tremiam. Meus olhos lacrimejavam de nervoso. Era pura ansiedade.
A minha frente meu primo Neto. Meu primeiro auxiliar.
Dedé, parrudo e prestimoso enfermeiro o segundo e instrumentava.
No pós operatório fiquei ao seu lado na unidade de tratamento intensivo até sua reabilitação.
No apartamento do hospital até sua alta estive presente até quando na sua casa.
E como foi gratificante ver, na sua cara, um sorriso o qual compartilhei. Quando da retirada da sonda que ele usava na sua uretra.
Meu pai se foi. Minha mãe o seguiu.
Tive a alegria de ter operado outros tios Rodartes.
Hoje só resta um deles, o querido tio Rúbio. Sempre presente aqui em Lavras quando pode.
Minha genética é favorável às doenças da próstata.
Felizmente as de natureza benigna.
Tenho postergado minha operação tomando remedinhos até não sei quando.
Espero não ter de me operar. Não sei se terei coragem de operar a mim mesmo.
Avizinham-se as eleições.
Domingo que vem pertinho temos de enfiar nosso voto na urna.
Espero ela não ser funerária fúnebre para o destino de nós, brasileiros.
Ah! Ia me esquecendo…
As urnas são eletrônicas e não aquelas mais confiáveis. Dizem os bolsonaristas.
Nada contra eles. Também comungo do mesmo sentimento de nome patriotismo.
Já deixei escrito que, mesmo se me pedirem. Ou me pagarem regiamente com muitos dólares. Não escreverei sobre política, futebol nem religião.
Esse texto de agora cedo não fala, nem comenta sobre política.
Longe de minha pena essa intenção.
Acontece que nosso atual presidente.
O qual pleiteia ser eleito novamente. O qual mente tresloucadamentemente. Inconsequente que é. E sempre foi desde quando subia nos palanques do sindicato dos metalúrgicos do ABC.
Não sei ele sabe soletrar o abcd inteirinho.
Já que se gaba, como se fosse vantagem não ter feito nenhuma universidade.
Nada contra quem não fez.
Não sei a idade certinha do velho Lula.
Penso ele tem mais que os meus setenta e seis.
A saúde dele, e de sua próstata hipertrofiada me preocupa, e muito.
Assim como me apoquenta a saúde do nosso amado Brasil.
Não sei se teria coragem. Como tive de ter operado meu saudoso pai.
De meter a faca na barriga de nosso presidente atual.
Como meteram uma no abdome do nosso ex presidente.
A próstata do nosso presidente, ex presidiário, me preocupa muito.
Não mais que a saúde de nosso amado país…

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