Obrigado a você…

Desculpe-me a ousadia de te chamar de você.

Quando deveria te chamar de Senhor, Vossa Excelência, Ilustríssima pessoa, mui digno representante de uma casa, sempre de portas abertas a receber quem quer que seja.  Seja essa pessoinha humílima como um filhotinho de pardal que deixou seu ninho antes de saber bem avoar à azulice do céu. Um senhor sempre disponível a acolher em suas piscinas de águas tépidas e cristalinas todos aqueles meninos que desejam aprender a nadar e não podem pagar uma escolinha de natação de bom pedigree. Que tem em suas águas professores empenhados na sua arte de ensinar a nadar. Não vou citar nomes, pois tenho medo de desagradar os não citados. A começar pelo professor Dilo Pinto Morais, um baita mestre de educação física que andava em volta de outra piscina, não como a de hoje, aquecida e com raias olímpicas. Fazendo tlec e outro tlec com seu tamanco de solado de madeira dura.

Obrigado meu vetusto senhor, agora não vou citar seu nome, pois vou deixar para o final, pra onde vou sempre ao cair das tardes, não vejo a hora de chegar as três dessa tarde para de novo entrar por essa portaria renovada, mostrando minha carantonha feiosa ser reconhecida pela minha imagem mostrada ao vivo e sem cores nessa câmera que enxerga quase tudo e não deixa passar intrusos por essa entrada que deve mudar de lugar.

Sinto-me grato ao senhor, senhor sim, pois temos quase a mesma idade. Sou um mês mais velho que sua senhoria. Já que nasci em sete de dezembro e vossa majestade em janeiro do ano seguinte.

Sou-lhe eternamente grato meu distinto senhor. Pois bem sei que sem a tua presença acolhedora não teria tanto fôlego para correr na esteira tantos quilômetros como me sinto capaz. E nem de me exercitar em seus aparelhos nessa academia que refuto como das melhores senão a melhor dentre todas da minha Lavras amada.

Digo e não me canso de repetir. Agradeço mais uma vez a você, sei que não devia tratá-lo com tamanha intimidade já que se eu sou um mês mais velho que ocezinho, mas nós nos parecemos irmãos.

Sinto por ti uma gratidão imensa e inenarrável por ter jogado tênis em suas quadras de terra batida junto ao meu pai e outros personagens ilustríssimos de nossa terra. E ter posto meus olhos enternecidos quando meu filho jogava partidas memoráveis em suas quadras e em outras mais. Agora me penitencio por não mais jogar tênis. Nas poucas vezes que joguei perdi pro meu netinho Gael. Inda bem que não joguei com meu filho Stenio,  pois então seria vencido por uma infinidade de sets e muitos mais.

Obrigado, mais uma centena de vezes, a sua ilustre pessoa. Bem sei que tu não és pessoa de carne e osso. Sua senhoria tem muito espaço a percorrer, Uma portaria que se renova a cada dia. Uma sede principal recheada de troféus. Algumas piscinas maravilhosas onde tanto podem nadar adultos quanto crianças que ali se esbaldam. Uma sauna tanto quente quanto uma ducha fria que aos corajosos se apetecem de tomar banho gelado nesses tempos frios. A academia dispensa encômios elogiosos de tão boa que é. Quadras pululam por seu espaço de muito verde. Nelas futuros e atuais atletas desfilam sua arte tanto no basquete, vôlei e futebol, tanto no campo como no salão.

O tênis, esporte que admiro mais, são duas quadras de saibro que não perdem em qualidade para nenhum Roland Garros ou similares.

Obrigado meu amado clube de nome em letras maiúsculas deixo aqui escrito – LAVRAS TÊNIS CLUBE- LTC.

Obrigado a ocê, ocezinho me permita dizer assim. O quanto me sinto grato por mais uma vez me acolher em seu espaço bar. Nessa data pra mim inestimável quando pretendo lançar meu novo livro- O CANTO DAS CIGARRAS.

Mui querido e não menos amado clube desportivo LTC.

Não me canso de agradecer a você o prazer de ter crescido aí pertinho nessa mesma Rua Costa Pereira 152, onde moraram meus saudosos pais…

 

Deixe uma resposta