Que semana de cão sarnento cavoucando sacos de lixo pelas ruas em busca de comida passei nos últimos dias.
Uma bronca danada tive pela minha pneumonia. Que quase pôs fim a minha agonia.
Antes quero deixar bem claro. Nessa linda manhã meio acinzentada desse domingo que nos recebe depois de uma chuvarada que deitou água pelas enxurradas. Enlameando as estradas e verdejando as pastarias. A distinção entre broncopneumonia e sua aparentada dita maldita pneumonia. Ambas nasceram do mesmo ventre- os pulmões.
Broncopneumonia é um tipo de pneumonia que se espalha pelos brônquios e alvéolos em múltiplas áreas do pulmão. Enquanto a pneumonia pode ser localizada em uma região especifica.
Pneumonia é o termo geral para a inflamação dos pulmões causadas por vírus, bactérias ou fungos. Já a bronco é uma forma especifica de pneumonia que afeta os brônquios e alvéolos em múltiplas áreas.
Deixando de lado a pneumologia, ciência da medicina que cuida das patologias da árvore respiratória. Já que anos antes a deixei na escola da medicina para adentrar na escola da vida pelas portas abertas da urologia. Na qual me insiro até hoje.
Quase deixei de respirar pelos dois pulmões que ainda me restam. Por sorte não sou fumante. Trago sim as baforadas de ar puro que emergem pela manhã.
A principio pensei ter tido uma gripinha de nadica de nadinha. Mas elazinha se engravidou de alguém que não quis assumir a minha gravidez. E minha doença se agudizou. Engrandeceu de vez. Tentei me automedicar. Não deu certo. Então recorri aos exames. O de laboratório pra Covid deu negativo. Que bom…
Foi-me sabiamente recomendado, por um colega, menino estudioso da medicina. Que fizesse uma tomografia das vias respiratórias. Não deu outra senão a tal broncopneumonia.
Veio dai a minha bronca pela pneumonia.
Agora, depois de me medicar pelos remédios certos. Espero estar totalmente curado não até quando outro setembro vier. E sim daqui a alguns parcos dias até a data do meu aniversário em dezembro perto.
Na esperança em dias melhores me encontro.
Que as tempestades se tornem chuvicas mansinhas que não desabriguem a ninguém.
Na esperança de restabelecimento me acho. Não somente na minha recuperação e de todos que se encontrem enfermos.
Na esperança de que o nosso país encontre seu rumo e não perca o prumo; que meu desejo se torne concreto e duto dê certo pra vocês meus amigos.
Quem tem fé não perde a esperança. É desse jeitinho que eu me encontro nessa manhã de domingo quando deveria estar dormindo. Recuperando-me da minha bronca com a tal pneumonia. Que eu não me afaste nunca dessa minha mania de escrever tanto.
Um doce remédio que tanto me tem feito bem a alma.
Na esperança de que minha saúde volte na maior brevidade me despeço de vocês no dia de hoje. Na promessa de que, se Deus quiser, e meu desejo perdurar, aqui estarei por tantos anos mais. Retratando, com minha prosa insossa, todo lirismo que me rodeia.
Na esperança que a chuva serene. E não caia fazendo tantos estragos como acontecido pais afora.
Que a minha esperança seja a mesma de vocês. Que nossos sonhos se tornem realidade. Nesse pais tão lindo onde infelizmente impera tanta desigualdade social.
Não percam a esperança. Quem a tem sempre alcança. Mesmo que ela se mostre tão distante de nossos olhos ela fica aqui bem pertinho do nosso coração.