Via de quase sempre quem escolhe o nome do próprio filho ou é seu pai a mulher de cujo ventre bendito o gerou.
A escolha do segundo nome. Caso seja um nome duplo. Como o meu Paulo Expedito. Seguido de Rodarte de Abreu. O primeiro sobre vem da minha saudosa mãezinha Rute. E o derradeiro atribuo ao Abreu da familia de meu pai. Creio que nossa origem brasileira tenha o umbigo enterrado debaixo dos escombros da Rotunda de Ribeirão Vermelho. Onde a velha Maria Fumaça dorme sossegada logo depois da ponte metálica na entrada daquela cidade vizinha a nossa.
Pra onde eu ia correndo pela estrada do Madeira. Que em verdade recebeu seu nome de um tio meu- tio Zito Abreu. Nome esse dado quando seu filho, meu primo João, era ministro há anos mal lembrados quando o presidente nosso era José Sarney.
E nomes esdrúxulos são anotados nos cartórios de registros de nascimentos.
Um deles, tempos se vão. Quando meu avô Rodartino Rodarte era escrivão de paz. E ele em verdade era um senhor de onde exalava paz no seu caminhar diuturno.
Sempre usando aquele indefectível terninho azul com riscas de giz branco. Meio faltando ver tanque de lavar roupa. Pois minha avozinha, dona Belica, não tinha máquina de lavar nem tanquinho. Era um tanque a moda antiga. Feito por um pedreiro caprichoso, pois, naqueles velhos anos não havia tanque de material resistente para comprar nem pedir emprestado.
E inda me lembro. Já que minha memória ainda anda sempre pensando no passado.
Minha mãe era ajudante de cartório com sua letra linda como ela era. Atrás de mim uma velha fotografia em preto e branco não me deixa ilustrar meu Face com Fake News.
E os nomes. Prés nomes que naquele livro de registros de vez em quando aparecia um São Zé da Prima Benedita. Ou Caturé do Sinhô Sprito Santo. Ou até mesmo pasmem! Bindito Rolinha de Cú Branco.
Se acharem que por acaso eu falo inverdades procurem aquele caderno de capa dura e de palavras lindas escritas com sua letra de forma por minha mãezinha Rute.
Todos sabem do meu afeto sincero e espontâneo pelos ditos e neles acredito piamente serem os melhores amigos dos homens.
Já tive cães. Já tive vacas. Já não as tenho. Embora com elas me simpatizo tanto.
Jamais tive a menor consideração por gatos. Por gatas, garotas, aí sim…
Amo qualquer tipo de animal. Menos capivaras, ratos, gambás e morcegos.
Capivaras são verdadeiras pragas que cada vez mais incham sua população e uma lei ridícula nos impede de eliminá-las de nossos roçados.
Engraçado, para aqueles que não têm o desprazer de ver bandos de capivaras e suas crias tomando banho de sol em nossos custosos e bem feitos píeres. Elas passam madrugadas inteiras por cima de nossos ancoradouros de barcos e ali os fazem de latrinas. E, ao revés de cagar n´água suja da represa elas defecam justamente no assoalho de madeira cujo preço não sai do bolso delas e sim dos nossos.
E, se não bastasse tanta cagança ainda por cima não há capim de boa cepa que a elas resista.
Já descrevi dantes. Em crônicas recentes. Que no presente momento tinha três cães não no meu apartamento. Onde mal cabem eu e minha amada Rosa.
Clo, um fila filhote brasileiro, que decerto não votaria no atual presidente. Ele, por me apreciar tanto. Se fosse eleitor tenho certeza ele votaria em mim.
Já o Robson pretinho. Um cadinho mais idoso que o Clo. Ele não tem a minha idade. Mas eu me gabo de correr tanto ou mais que ele. Mas não sou tao estabanado. Muito menos tenho a sua valentia em morder o calcanhar do cavalo que foi do meu caseiro Tom Zé e hoje pertence a minha mulher. E, quando toma um coice no focinho acaba vomitando a sua cara ração, naquele átimo de dor. Num monte de areia perto, mas logo esboça uma reação voltando a latir em direção ao cavalo pampa que o escoiceou.
Lá na outra represa. Nas barbas de Itutinga. Local também paradisíaco que teve inicio com a casa do meu pai.
Mora leve, livre e solto como um passarinho sem asas, meu amigo de doze anos, de nome Pirunguinha.
Confesso, e peço a ele mil perdões, por ter-me ausentado da represa de Camargos onde ele mora e corre livre atrás não das bikes e motocicletas. E sim das marolinhas da represa quando por ali passa em alta ou baixa velocidade um barco ou uma moto aquática.
Na penúltima vez quando ali apeei. Desta vez não fui pelas próprias pernas e sim com minha Orock semi nova.
Pirunguinha quase não dormiu. Como eu.
E, em nossa triste despedida. Ao passar minha mão em sua cabeça preta listada em branco.
Ele olhou-me fundo nos olhos e me disse: “por favor! Volte logo”.
E eu acabei voltando agora a pouquinho. Estou recém chegado da represa de Camargos de onde me fiz acompanhar do amigo Tom Zé.
Pra lá levei uma amiguinha de apenas três meses doada por um amigo do Face.
A minha intenção futura e atual era tornar a solidão do Pirunguinha menos dolorosa. E, a outra, já que meu amiguinho da raça Border Collie morava sozinho. E não tinha nem ao menos uma ficante. Quem sabe elazinha e meu querido Pirunguinha um dia se apaixonassem.
E me dessem de presente uma ninhada de netinhos.
Quando fui informado. Via Zap. Que um rapaz estava disposto a me doar uma feminha da mesma raça do Pirunguinha.
Logo acertamos o nosso encontro.
Foi ali. Pertinho do colégio Cristiano de Souza. No bairro Jardim América que a troca se deu.
Ela foi catirada por meu último livro-Leia com meus olhos. E me foi apresentada como Pandora.
Deixei-a em ótima companhia de seu futuro esposo. E eles dois parecem que se deram muito bem.
Ao chegar à casa de minha filhota pequena jornalista. Que agora joga uma espécie de tênis que não me apetece.
Pensando no pré nome a dar a ela, à nova cadelinha.
Fiz uma enquete aos meus três netinhos quais as suas escolhas dos nomes a dar a minha nova amiguinha.
Dom logo sugeriu: Scarlet. Gael foi mais lacônico e indeciso- Fema. E o Theo nem se desgrudou do seu tablet. E não sugeriu nome nenhures.
Ela, a atual namoradinha do Pirunguinha, já tinha nome feito- Pandora.
No entanto eu, que tenho de mantê-la a pão doce com iguarias que ela mais gosta. Achei por bem rebatizá-la de Madest. Um romance cujo nome por extenso é A Moça Alegre do Sorriso Triste. Já esgotado. Não eu.
Até agora não sei qual exatamente o pré nome a dar a elazinha. Já que o segundo e o sobrenome já os tenho – Madest Expedita Rodarte de Abreu.