Quem ainda não degustou aquela comidinha de apreciação da maioria dos brasileiros, que no Nordeste chamam de feijão de corda, companhia ideal do arroz, por cima um ovo frito não há quem não aprecie, se não o fez não sabe o que perdeu.
Feijão rima com coração. Com contracepção. Não com castração.
E, justamente aquela pessoinha de riso fácil, amável com seus frequentadores, que tem um bar num clube que amo a exaustão, pena que de lá fui afastado por culpa de uma operação, tenho de esperar quase dois meses para àquela academia retornar, recomenda o meu cirurgião, de vez em quando, agora ele se faz ausente, talvez involuntariamente, devido a tal pandemia, o meu amigo do peito, chamado, alcunhado por feijão, não sei exatamente seu nome primeiro.
Pode ser Mané, Josué, Ricardo Coração de Leão, não importa qual quer que seja.
O que conta é que ele tem um sorriso de escancarar amizades. Uma amabilidade tamanha, que nem aranha consegue arranhar.
Não sabia que meu preclaro amigo, o qual me chamou de irmão, nasceu pertinho daquele LTC, naquela rua antes chamada do Cascalho, hoje recebe um nome pomposo de Avenida Doutora Dâmina, onde moravam vários amiguinhos que catavam bolinhas de tênis naquelas mesmas quadras, que tantas saudades me trazem do meu saudoso pai.
Muitos destes amigos, da Costa Pereira, rua que perdeu a identidade, metamorfoseou-se em Rua das Clínicas, pois agora lá trabalham incontáveis esculápios, dos velhos bem me lembro, os novatos nem sabem quem assina Paulo Rodarte.
Este amigo caro, da cor de feijão, queimado pelo sol, tem um pai, meu velho conhecido, por Lazinho, irmão do Lício, já falecido, conhecido da Tereza Doce, mãe do Zé Guida, meio amalucado, hoje comanda um bar, onde se pode tomar um chopinho gelado, com uns caldos de causar água na boca, e distribui simpatia e cordialidade a todos que ali frequentam. Mesmo àqueles que dependuram a conta no fiado.
Feijão, prefiro chamá-lo pelo epíteto, que nomeá-lo com o tal nome cientifico, antipático, é pau pra toda obra. Nunca seria demais, ou faltar com a ética, dizer que ele por aqui passou. Fez vasectomia no primeiro casamento. Depois, meio arrependido, me perguntou se poderia reverter a singela operação. Não sei se ele o fez ou não.
O fato que prezo demasiado a cortesia e a disposição do meu amigo Phaseolus Vulgaris. Popular Feijão.
Agora, prestes a lançar mais um livro, uma iniciativa temerária, já que muitos brasileiros não têm o costume de ler, muito menos de escrever, fiz uma pesquisa. Não eleitoral muito menos eleitoreira.
Onde iria lançar mais esta semente de cultura e aprendizado?
Já o fiz em vários locais. O derradeiro deles foi no condomínio onde morei. Foi um retumbante fiasco. Encomendei salgadinhos. Fiz gelar cervejas até mostrarem aquela nuvenzinha de gelo por fora da garrafa. Estupidamente resfriadas. Distribuí refrigerantes para os de menor idade. E, pasmem! Sabem quantos compareceram à efeméride? Alguns gatos pingados. E nenhum pinguço.
Tenho vergonha de dizer quantos livros foram vendidos. Refazendo as contas muito menos que pretendia.
Já fiz outros lançamentos. Afinal, até no presente momento, contabilizo dezoito livros distintos.
Este próximo, que não seja o último, na capa conta o número dezenove.
Depois de muito pensar, sofismar, confabular com meus senões, decidi que o próximo lançamento, não de dardo, ou de peso pesado, vai ser nas dependências do LTC.
Foi quando me lembrei do aprazível bar do Feijão. Em maiúsculo sim. Pois o irmão Feijão se trata de uma pessoa maiúscula. Não tanto em estatura. E sim em caráter e desprendimento.
Ele prontamente aquiesceu ao meu pedido. E se colocou à disposição para ajudar no que for preciso.
Sou-lhe eternamente grato meu velho amigo. Até meados ou final de agosto.
Vou comunicar a todos meus leitores a data exata. Espero contar com todos vocês. Neste evento que pra mim representa muito mais do que um simples vernissage.