Já se foi o tempo que mulheres usavam saias, espartilhos, anáguas, e calcinhas que escondiam quase tudo. Menos o desejo de se unirem a um macho. Que via de sempre acontecia só depois do casamento.
E como os tempos mudaram. As mulheres de agora não mais escondem o desejo. Atraem seus parceiros revelando seus anseios numa mesa de bar. Por uma piscadela sorrateira. Com um singelo aceno de olhos. E não ficam a mercê apenas da vontade dos machos. Elas vão à luta. Valentes, guerreiras, com uma vontade férrea de conquistarem seu espaço. Já que já foi provado e comprovado que elas são mais capazes que a gente. Iludidos machões que mal sabem dizer não. Quando elas pretendem que o sim prevaleça. Desde que elas assumiram o timão de nossa embarcação. Que por certo se perderia num mar revolto. Sem as sua presenças insubstuiveis neste século vinte e um.
Antes tudo era diferente. As mulheres eram pudicas e reverentes. Caminhavam atrás da gente. Andavam silenciosas sem emitirem a sua opinião.
Já hoje, ai de nós se a gente não faz aquilo que elas desejam. Ficamos a mercê de nossas fragilidades. E quem diz que o homem faz parte do sexo forte? Mais um ledo engano de nossa parte.
É delas a última palavra. Espero que isso continue assim. Nem pretendo mudar o status quo.
Falar em igualdade de gêneros? Quem ousou maldizer tal sandice merece ser deixado a pão e água. Acorrentado ao pé da mesa. Sem direito a nada a não ser ficar calado.
Quando dizem que elas falam demais a gente só escuta. Evitando emitir a nossa opinião.
Quem fez a mulher jogou a receita fora. Ou a guardou apenas para o próprio desfrute.
Mulher é sinônima de carinho. De desvelo. Esposa, amada, amante, fêmea, cônjuge, consorte, patroa, dama, madame, companheira, e por aí vamos.
Não se deve nunca identificar a mulher com uma só qualidade. Elas não somente nos ofereceram a vida assim como cuidaram de nós até virarmos gente.
Amamentaram-nos. Ensinaram-nos a idenficar entre o certo e o errado. Conduziram-nos ao caminho certo. E se nos extraviamos não culpem a elas. Fomos nós que elegemos pra onde ir.
Mulher nunca vai ser igual a um homem. A maternidade a elas pertence. A amamentação compete apenas a elas. Podem dizer que o homem, a falta de uma parceira, pode criar filhos sozinho.
Mas quem pode viver sem o carinho de uma mãe não sabe o quanto seu colo faz falta. Seus beijos são insubstituíveis. Seu abraço só se equivale a um bolo quando de nosso primeiro aniversário.
Mãe não rima com mulher. Mas ambas fazem parte de nossa infância.
Isso de dizer em igualdade de gêneros não passa de invencionices de uma modernidade mentirosa. Jamais nos equivaleremos.
Mulher sempre vai ser mulher. Mesmo se elas prefiram se unir a outras do mesmo sexo. Respeito quem pensa assim. Mas sou do tempo que isso era uma heresia.
Para um casal homoafetivo gerar filhos vai ser preciso a ingerência de um laboratório.
Pra mim soa estranho ver uma criança chamar de pai e mãe dois homens pseudo casados. Mesmo que isso já seja aceito pela sociedade contraria o conceito que tenho de família. Podem dizer que eu seja antiquado.
Mulher sempre vai ser como a minha querida mãe. Foi dela que nasci. Foi com ela que aprendi as primeiras letras. Foi ela quem me aquietou no berço quando tinha medo da escuridão. Foi ela quem me contou historinhas da carochinha. Foi exatamente ela quem me amamentou mesmo quando não tinha leite. Ainda me lembro da primeira papinha. Com sabor de quero mais.
Desculpem-me por não aceitar esta tal de igualdade de gêneros. Homem nasce homem. Pode até mudar. Mulher sempre vai nascer mulher. Aceito a tal mudança desde que elas consigam se acasalarem e gerar filhos sem o concurso de nossos espermatozoides.
Hoje, oito de marco, dizem ser o dia delas. Como se as mulheres merecessem apenas um dia para celebrar tal importância.
Mulher merece ser lembrada o ano inteiro. Dias horas, minutos, são poucos para enaltecer tanta grandeza.