Quantas e quantas vezes ficamos na indecisão, se ir por aquele caminho, retrocedermos, parar, pensar, e, depois de pensar muitas vezes tomar o caminho errado, contrariando nossos pensamentos, já que o nosso destino seria voltar atrás, pensando melhor, ao revés da nossa vontade.
Assim caminha a humanidade. Principalmente nestes dias funestos por que o país atravessa.
A gente não sabe definir entre o certo e o errado. Se esperamos dias melhores ou simplesmente fazemos algo para melhorar a situação vigente.
Mas nem tudo depende de nós. Ficar na expectativa não mais nos satisfaz. Estamos perto do dia sete de setembro. Dia da independência do Brasil.
Pelas redes sociais vislumbra-se um dia de manifestações ruidosas. Prós e contra o nosso presidente.
Torna-se difícil tomar partido. A maior parte das vezes melhor ficar de bico calado. Para não angariarmos desafetos. Discutir politica e religião não faz parte das minhas melhores vocações.
Prefiro ficar no meu canto. Emudeço-me sem emitir latido. Dizem que ladram os cães enquanto a caravana passa. Pra mim é a melhor decisão.
Não sei mais o que faço. Se paro. Se corro. Ou simplesmente fico a observar o momento.
Opiniões contrárias as minhas existem. Cada um tem o direito de emitir a sua.
Na maior parte das vezes me calo. Para não criar inimigos. Muitos opinam a favor deste ou daqueloutro politico. E eles não estão nem aí para as nossas opiniões. Confortavelmente instalados em seus gabinetes. Recebendo gordos salários. Enquanto o povo mal percebe um salário mínimo.
Não sei mais o que faço a mercê da situação em voga. Se deixo meu cavalo à sombra ou debaixo de um sol escaldante.
Se corro alguém me alcança. Se paro me atropelam.
Hão de concordar comigo que a situação pede uma solução. Qual seria a melhor para o nosso Brasil? Mudar o presidente? Esperar novas eleições? Ou simplesmente ficar de braços cruzados. A espera de tempos melhores.
Candidatar-me a um cargo público não me apetece. Prefiro a prosa ao verso.
Já que não tenho a solução para tantas indefinições vou continuar a observar a florada dos ipês. Com sua amarelice tagarela. As flores do ipê duram muito pouco. Logo caem ao chão. Atapetando a relva seca da primavera.
Agosto está na iminência de fechar os olhos. Logo entra setembro. O dia da pátria está perto.
Caso me convocarem para manifestações, que devem acontecer no dia sete próximo, não sei o que faço. Se simplesmente assisto pela televisão o vou preso num camburão.
Com a minha experiência de vida seria melhor, penso eu, não nos imiscuirmos neste lamaçal que se converteu o país.
Fico de lado. Olhando extasiado a florada dos ipês.
Nunca vi uma florzinha amarela comentando sobre isso ou aquilo. Simplesmente elas caem ao solo. Embelezando a natureza.
Não sei mais o que faço. Agora sei. Vou continuar a escrever sobre assuntos diversos. Mantendo-me a distância de assuntos que não me dizem respeito.