Não sei o que vai acontecer

Sempre cultivei o passado. O presente me pega pelos ombros. Já o futuro, incerto e inseguro, deixo pra depois o seu vaticínio.

Estamos em plena pandemia. Mortes ainda acontecem a cada dia. Ontem anunciaram um número de sepultamentos. Que deve crescer ou decrescer segundo o número de vacinados.

Assistindo pela televisão, em terras de além-mar, pude constatar que na Europa quase não mais se usa máscara. O distanciamento social não se observa mais. Pessoas se aglomeram felizes celebrando o verão.

E nós, na contramão das ilusões perdidas continuamos na indecisão de até quando.

Bem sei que não se deve vaticinar o que vai acontecer. Não temos bola de cristal.

No entanto, de coração aberto, como desejo que este mal desapareça. E a gente possa comemorar novos tempos. O comércio volte a florescer. As fábricas reabram as portas.  E todos possamos sorrir de novo. E novamente esqueçamos tudo de mal que passou.

Não sei o que vai acontecer de agora em diante. Se vamos poder nos abraçar. Visitarmos os entes queridos. Andar pelas ruas livremente. Sem usarmos as inoportunas máscaras.

Até quando iremos suportar o status quo. Pela mídia só veiculam noticias ruins. A televisão mais parece um velório a céu aberto. Mortes são o assunto do dia. Será que não tem acontecido nascimentos?

Sorrisos andam em falta. Celebrações, ajuntamentos, são punidos com o rigor da lei.

Não sei o que vai acontecer de agora em diante. Até quando? Ainda não sei.

Quem sabe, de hoje a alguns dias, meses passarão, novamente poderemos rever os amigos. Com eles rever os melhores momentos. Esquecermos mágoas e ressentimentos. Como nos tempos antigos. Que saudade eles nos trazem.

Ainda não sei o que vai acontecer de agora em diante. De trás pra frente bem sei.

Estamos passando por tempos atribulados. Nuvens cinzentas rondam nossas cabeças. Apesar de hoje amanhecer um dia claro.

Ainda ignoro o desenrolar do tempo. Até quando iremos persistir nesta pandemia que tem feito vítimas mundo inteiro.

Melhor seria se fosse amanhã. Ou quiçá depois de outro amanhã.

Que seja breve. Que este amanhã não tarde muito. Não suporto mais ficar confinado dentro de casa. A espera de dias melhores.

Esta interrogação persiste. Até quando? Por quanto tempo mais.

Se tivesse a resposta na ponta da língua com que prazer a responderia.

Pena que não saiba o que vai acontecer daqui pra frente. Alguém sabe me responder?

Que seja breve enquanto dure. Não a eternidade. Esta fica muito distante.

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