Qual combustível me alimenta?

Pergunta meio estranha em se tratando de gente.

Dita pensante. Embora muitas vezes pessoas pensam pensar. E nada mais as tiram do lugar se não pensamentos vãos.

Carros são movidos à gasolina. Uma mistura dela com um cadinho de álcool. Óleo diesel também.

Já os veículos movidos à eletricidade já são o presente. Apesar de ainda custarem somas altíssimas por aqui. Neste país onde os leitores são quase figuras dinossáuricas. Peças de museus. Quase paquidérmicas como os extintos paleossauros.

Eu sou movido pelas minhas pernas andarilhas. Corria mais anos atrás. Aliás, trotava.

Percorria distâncias quilométricas. Ia de aqui à acolá em horas perdidas no relógio. E chegava quase inteiro. Os outros corredores já haviam chegado aos seus destinos. E eu, vagaroso, tartaruguento. Chegava atrasado. Mas não arfando de cansaço como eles.

Dificilmente alguém me vê andando de carro. Fora quando vou à roça. E tenho muita coisa pra levar.

Daí gasto nadica de nada de combustível. Com cinquenta reais passo semana inteira indo de cá à acolá.

Mas, não se trata deste combustível que faz girar o mundo. Aquele óleo negro que faz enricar países como o Catar. Onde a copa Jules Rimet vai começar amanhã.

Meu combustível custa muito pouco. Quase nada.

Como muitos sabem aprecio e muito escrever. Bem sei que deveria ler um cadinho mais.

Hoje uso muito o Face para dele colher inspiração.  Poemas me fazem bem à alma e ao coração.

Já que ele transborda de sensibilidade.

Se um dia me perguntarem qual combustível que uso no meu dia a dia.

Passarinhem os olhos no meu Face. Paulo Abreu.

Ou nos zaps que recebo quando a alguém envio as minhas crônicas.

Não são todos que leem o que escrevo. A maioria dos meus whatsup fica sem resposta.

Mas, citando alguns apenas. Entre eles meu colega Lucas Giarolla. Ou outro colega de nome Ronaldo. O qual adquiriu meu último livro: Leia com meus olhos. Sempre me motivando a continuar na minha trilha de escritor. Como por exemplo. Quando a ele respondi por que não fazes poesia. E ele me respondeu: “quem me dera. O poeta enxerga o mundo com outros olhos. Consegue ler a natureza. Possui a habilidade de transformar histórias tristes em melodias”.

E se não bastasse este pontapé poético ele continuou. Já que o provoquei: “por que não tentas Cronicar. Basta tentar”?

E ele veio com esse tiro de misericórdia: “quem sabe? Estou acompanhando o senhor. Observando o jeito. Acredito que um dia será possível sim”.

E eu quase não durmi com mais esta. Depois de responder a ele que pra mim é um prazer e honra tê-lo como leitor.

“Imagina pra mim. Virei fã incondicional do seu talento. Estou lendo diariamente as crônicas que manda pela manhã”.

Já era tarde da noite de ontem quando finalizamos a prosa whatsáptica (desculpem-me o neologismo Rodarteano).

“Exemplos como o seu me estimulam a escrever sempre.”

“Continue firme.”

“Como uma rocha.” Isso acrescentei agora.

Neste sábado modorrento. Parece que vai chover.

Cá estou eu no meu consultório. O prédio se mostra vazio. A janela da frente está entreaberta.

O céu acinzenta-se mais e mais.

Os peixinhos do meu aquário parece que entenderam qual o combustível uso no meu cotidiano.

Não se trata de gasolina. Óleo diesel. Ou que seja movido à eletricidade.

Sou movido sim a encômios. A estímulos como meus colegas esculápios citados antes,

Escrever não só me alimenta o corpo e minhalma. Que vagueia. Viaja. Sem sair do lugar.

 

 

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