Já vi bandeiras tremularem bem no alto.
Percebi bandeiras se agitando-se ao vento.
Olhei pra cima e vi bandeiras hasteadas a meio mastro.
Bandeiras são símbolos de uma nação. E devemos a elas o maior respeito e consideração.
Cada país tem uma bandeira distinta. Nunca vi duas bandeiras exatamente iguais.
A nossa me lembra um ipê florido. Já que a árvore do ipê tem o verde a colorir suas folhas e o amarelo de suas flores. Na espécie que em nossa Lavras tem como título o amarelo precede as outras cores da florada dos ipês. Logo a seguir vem a cor roxa. E a branca fecha com chave de ouro. Muito embora o ouro seja da cor amarela. Entre todas as cores a branca é a minha predileta.
Era esta a cor das vestimentas que o esculápio usava. Eu mesmo já me enfeitei de branco por fora. Já agora o branco se reserva como se vestem as nuvens claras. O leite que verte das tetas das vacas. O vestido de noiva que as moçoilas casadoiras usavam antes. Por detrás de mim.
Ao virar as costas deste meu computador. Vejo uma fotografia de minha mãe usando um vestido branco. Salpicado de adereços da mesma cor. Enfeitado com rendas não tão brancas como sualma. Olhando pela janela da sala da casa do meu avô Rodartino Rodarte. Bem antes de eu nascer. Ela ainda era bem jovem. Mostrando em seus olhos esverdeados toda a doçura do amor que nutria pelos seus filhos.
A bandeira de nosso país é formada por um retângulo verde. Um losango amarelo no centro. Uma esfera azul celeste dentro do losango. E uma faixa branca no centro com os seguintes dizeres: ordem e progresso. Na nossa bandeira ainda se mostram vinte e sete estrelas que representam os vinte e seis estados e o Distrito Federal do país. A atual versão de nossa bandeira foi apresentada em dezenove de novembro de 1889. E o desenho é atribuído a Décio Vilares.
O branco da nossa bandeira enseja o desejo de paz. A cor azul significa o azul do céu e dos nossos rios (pra mim existe aí uma controvérsia. Já que nossos rios não tem o azul como cor). O amarelo as riquezas do país. E o verde as nossas matas.
A frase – ordem e progresso foi baseada nos estudos do filósofo francês fundador do positivismo- Augusto Comte.
Mais ao norte. Em outro hemisfério. Naquela país onde a língua inglesa é o idioma oficial. As bandeiras são desfraldadas sempre. Seja na janela das casas ou de fora dos apartamentos. É comum vê-las pelas ruas e avenidas. Nas mãos patrióticas dos Estadonidenses. Gente que nutre por seu país o maior respeito e por ele pode dar a própria vida.
Já aqui. Em contrapartida. Infelizmente muitos usam bandeiras em proveito próprio. Mal sabem entoar de cor nosso lindo hino nacional. E eu. E muitos mais consideram o nosso hino o mais belo que já foi composto. Não apenas pela música e pelos versos.
Estamos ainda no rebuliço pós período eleitoral. Ainda ontem camisas amarelas. Tintas com as cores da nossa seleção de futebol. Bandeiras tais e quais descritas antes. Eram vistas em multidões ululantes. Nas mãos de pessoas protestantes. Não por serem desta religião presbiteriana. E sim defensores do candidato derrotado no último pleito. Não irei declinar-lhe o nome pois todos sabem de quem se trata.
Já passei adiante o que penso do momento atual. E vou repetir meus pensamentos. Estamos numa democracia. E a liberdade de expressão a considero um direito inalienável do cidadão.
Meu voto. Posto nas urnas. Já se tornou público e notório. Votei nele sim. No marido da Michele. No pai de uma penca de políticos. Os quais dizem que fazem da vida pública sua única fonte de renda. Ignoro qual profissão eles professam. Mal sei dizer seus nomes.
Mas considero este assunto. Se houve fraude ou não soterrado numa cova profunda sobre a qual jogaram uma pá de cal por cima.
Já virei a página. Não só mudei de assunto como me permito tapar os ouvidos quando oiço alguém falando sobre este tema. A ele prefiro fazer poemas embora não saiba poetar.
Bandeiras agora merecem descanso. Guardem-nas no fundo do armário. E voltem a agitá-las a cada gol que a seleção brasileira fizer na copa.
Vistam a camisa amarela com o corpo limpo. Com a mente higienizada pra evitar o retorno da Covid.
Ontem, quando fui à academia, estava usando uma camisa amarela e um short na cor verde mata. E, minha querida Ângela. Minha fiel escudeira do lar. Me disse sorridente: “doutor. O senhor está tal e qual uma bandeira”.
Como estava com meu foninho de ouvido escutando Marilia Mendonça não dei ouvidos a ela.
Mas finalizo dizendo que a minha bandeira não apenas é verde e amarela. Por ela tenho o maior respeito e veneração. Mas, não ouso empunhar bandeiras ou meu uniforme que ontem usei para protestos descabidos. Prefiro lavá-la. Passá-la a ferro. Engomá-la. Dar-lhe um beijo respeitoso e guardá-la aqui dentro do meu coração que palpita pelo meu país.