Palavra estranha esta. Muitas vezes indefinível. Fácil de sentir. Mais fácil ainda de traduzir.
Aquela sensação que nos inebria o peito. Muitas vezes nos faz chorar. Quantas vezes pude senti-la. E quantas vezes a felicidade mora longe do meu lugar.
Fui feliz durante a minha mocidade. Em criança, então, como me acostumava a sorrir. Tempos dois, já adulto feito, sonhos desfeitos, aprendi que a felicidade não se mede em jardas ou polegadas. E sim em instantes fugazes. Efêmeras vezes fui feliz.
Já hoje, observado a velhice se apossando do meu corpo ainda rijo o bastante, a felicidade se apodera de mim quase todas as vezes que percebo, junto a mim, meus netos sorridentes a brincarem com o avô. É como se a meninice voltasse. E todas as desventuras se afastassem de mim. Naquele momento mágico ao perceber os meninos brincarem em volta de mim.
E como tem chovido no país inteiro. Ontem a noite choveu. Pelo noticiário da manhã vejo que a chuva tem caído em São Paulo. Pobres dos paulistanos que estão prestes a ir ao trabalho. Naquela megalópole que não para.
Feliz da minha querida cidade. Onde as enchentes não causam transtornos. E os cidadãos da minha querida Lavras podem se locomover sem maiores percalços.
Bem sei que buracos existem. Que o asfalto precisa ser renovado. Mas espero que a atual administração, assim que as chuvas serenarem, antes da sua despedida, consiga recapear o asfalto. E não deixe a cidade como uma colcha de retalhos mal feita. E sim um tapete liso por onde trafegam os autos.
Feliz da cidade onde a saúde seja direito de todos. E não apenas ofertada aqueles mais bem aquinhoados.
Feliz da cidade onde as crianças possam passar horas inteiras sob a tutela de creches bem montadas. Onde a educação seja uma conquista de todos. E os pais não tenham de enfrentar filas enormes na finalidade de conseguir vagas nas escolas públicas. Onde o ensino é de boa qualidade.
Feliz da cidade onde o desemprego não atormente famílias inteiras. E os desempregados não sejam a maioria do contingente daqueles jovens recém-formados.
Feliz da cidade onde o trânsito não empaque em horas de rush. Feliz de todos nós que vivemos naquela cidade.
Felizes somos nós. Cidadãos prestantes e prestativos. Que atuem como cidadãos de bem. E ajudem a administração pública não jogando lixo onde não se deve.
Feliz da cidade onde existam ares de lazer. E a mocidade não se desvirtue do bom caminho. Enverando-se pelo caminho das drogas ilícitas. E tenham a mesma chance que eu tive. De estudar em boas escolas.
Feliz da cidade onde quem nos governa não pense apenas neles mesmos. E sim tem olhos em prol do bem da comunidade.
Por fim, feliz da cidade onde todos são felizes. Não apenas nesta manhã de segunda-feira. E sim em todos os dias de nossas vidas.
Bem sei que a felicidade existe. E feliz da cidade onde todos somos felizes. Indistintamente. E todos têm o legítimo direito de serem felizes. Numa feliz cidade. Como espero seja a minha Lavras querida.