Até hoje, quase completos setenta anos, tenho motivos suficientes para agradecer a meio mundo.
Primeiramente a minha primeira família. A qual me gerou. Foram meus pais me deram a oportunidade única de estar aqui.
A seguir, em ordem de importância, aos meus avós. Tanto por parte de pai como de minha mãe.
Sou Rodarte por parte de mãe. E Abreu por descendência de meu pai.
Ainda me lembro do meu avô Rodartino. Aquele que usava um terninho azul marinho. Que me visitava na Boa Esperança de antão.
Segunda reza a história foi de um naco de uma perna de sua calça que foi feito o meu primeiro terninho. O qual usava naquela fotografia que hoje mora no meu coração.
Meu segundo avô, um senhor circunspecto, de poucos sorrisos e muito siso, era chamado de Alberto de Abreu. Era ferroviário aposentado da extinta Rede Mineira de Aviação. Da qual só restam escombros e saudades da velha Maria Fumaça, com seus chiuiisss que tanto me fazem falta.
Agradeço de coração a todos eles. Eles não mais estão aqui. E enfeitam o céu azul que hoje se mostra depois da chuva de ontem.
Depois veio a outra família. Por mim constituída. Foi graças ao matrimônio que nasceram dois filhos. Que me presentearam com três netos. Todos homens.
A eles agradeço a graça de ser feliz.
Agradeço ainda a saúde da qual sou dotado. Aos quase setenta anos quase nunca precisei procurar um colega. Foram doencinhas banais. Um cálculo renal que se desprendeu. Uma pequena hérnia que pouco me incomoda. Uma gripinha tosca que não me afasta do trabalho.
Agradeço ainda a todos aqueles que por mim passaram. E me desejaram bom dia. Aqueles que ignoram minha presença da mesma forma agradeço.
Dou graças ao bom Deus pela vida que tenho levado. Ela me tem dado motivos para ser feliz. Mas como toda felicidade tem seus momentos de intranquilidade da mesma forma agradeço.
Sou eternamente grato a todos aqueles que confiaram em mim. Como médico sei que posso ter me equivocado. Mas não foi por omissão ou por excesso de trabalho.
Sou da mesma forma agradecido a alguma força superior. Sei que ela existe. Embora não se deixa ver.
Sou grato pelos pacientes que porventura ajudei a minorar-lhes o sofrimento. Os meus não foram tantos. Felizmente.
Como disse sou grato pela saúde que ainda me bafeja. Aos quase setenta anos não tenho tido motivos para queixumes maiores.
Por fim, sou eternamente grato ao clube que frequento ao cair das tardes. Aquela praça de esportes, que faz parte da minha infância, onde malho todos os dias, recebe o nome de LTC.
Sou eternamente grato a você – LTC. Temos a mesma idade. Bem sei que você vai ajudar a estender a vida de tantos outros. A atividade física é fundamental para se ter saúde. Um agradecimento especial a você.