Onde já se viu engolir sapo e cuspir aquelas vespas furibundas, que só de ferrão têm um palmo, além de injetar um veneno perigoso, muito pior que o da sogra do Zé Mané. Quem ainda não teve a desfaçatez de entrar num ônibus lotado, com gente por todo lado, espremido como sardinha em lata, e […]
Crônicas
Acabei de fazer uma viagem aos porões do meu passado
Até hoje não sei, embora saiba que cada vez mais nada sei, talvez me iluda em pensar que os conhecimentos adquiridos nestes sessenta e seis anos bem vividos, tantos e tantos que são, foram suficientes para descer um degrau da ignorância, quem sabe dois?, ou mais de quantos anos eu colecionei na trajetória de vida […]
A (pranta) de dentes de Zezinho Um Mil e Um
Aquele jovenzinho maroto, que vivia bulinando a égua pampa, sua primeira namorada de verdade com quem perdeu a virgindade numa matinha fresca tendo como escada um cupim morto, felizmente, não fosse morto as formigas ali escondidas fariam um desastre no pobre “piu piu” do jovenzinho imberbe, hormônios em efervescência, carinha de menino, atitudes de um […]
A orelha do burro véio e o meteorologista
Dizer que não acredito nos ditos populares, no que se escreve nas linhas das mãos, nos despachos de encruzilhadas, em mula sem cabeça, ou assombração, naquela varinha que entorta, usada por quem entende de achar água no deserto de Saara, ou na sabedoria do homem da roça, que sabe como ninguém quando vai chover, quando […]
A moça do ponto de ônibus e a borboleta azul
Às quartas e quintas- feiras, sempre no meio da manhã, precisamente antes das onze, sem ter precisão exata, ali me assento. Trata-se de um ponto de ônibus parcialmente coberto, seja dos rigores do sol, seja do chorume da chuva, com um assento de ferro polido, uma cobertura que mal nos protege os sentidos, tudo aquilo […]