Você quer esmagrecer?

Antes de tudo gostaria de esclarecer. Àqueles que pensam que a palavra esmagrecer deve ser escrita sem o s depois do e. Saibam que as duas grafias estão corretas. Para bons entendedores meia palavra chega.

Emagrecer. Ou sua homônima- esmagrecer, é uma tarefa por vezes inglória. Para aqueles de mal com a balança. Em sobrepeso ou com a sua barriga a esconder aquilo que um dia funcionou ou apenas está sem serventia após anos e anos funcionando a contento. Fazendo a parceira sorrir de orelha a orelha. Apesar de ela não ter orelhas de abano. Como as do elefantinho Dumbo. Que para aquele paquiderme serve não só para escutar como da mesma maneira para avoar.

Em verdade agem a favor de manter a boa forma outras maneiras mais fáceis de emagrecer.

Com aquela barriga de tanquinho. Tão cobiçada pelas mulheres desejosas de aparentar a idade que desejariam chegar. Mas só se acham apetitosas aos olhos do gato que mora acima do saco. Não do mocinho atlético embora seja torcedor do Cruzeiro Esporte Clube da capital do meu estado. O lindo e montanhoso Minas onde se continua Gerais.

Para esmagrecer custa pra muitas os olhos da cara e da carteira recheada de notas graúdas. Pode ser de cem ou a sua metade. Se for em dólares ou euros melhor ainda.

Um exercício contínuo em academias fitnes é bom em demasia. Ou se sujeitar a lipos e bariátricas pode demandar alguns gramos de dor ou sofrimento.

Outro recurso factível é se internar em spas. Mais barato é por esparadrapo na boca ou colá-la com super bonder. O difícil é descolar depois.

Um dia a gordura em redor da cintura acaba. Ou com você ou com ela. Melhor que seja com ela.

Mas tenho uma tia torta. Nem sei se ela pode ser chamada assim.

Nhá Benedita. Ou que seja Bendita qualquer. Sempre foi considerada como obesa mórbida.

Ela fugia da balança e balançava entre ser gorda ou chamada de aliá fêmea do paquiderme orelhudo. Aquele que vaga a esmo em manadas pelas savanas africanas.

Um dia ela caiu enferma. Febril, apática. Cheia de dores e desprovida de odores ela quase não saia de casa. Nem para dar bom dia ou boa noite à vizinha de porta. A tal faladora de nome dona Hermínia do fulano de tal Beltrano ou Cicrano.

Foi-lhe diagnosticada a tal da pandemia que recém recorreu. A covid 19. Uma nova variante do vírus que dizem ter tido início na China de Mao Tsé-Tung ou de outro Mao qualquer que não tenha feito mal a quem quer que fosse.

E ela esmagreceu tanto que sua cintura afinou. A sua ex gordura endureceu. E as suas pelancas despencaram até o chão.

Nada dela restando senão um comichão.

Quando a ela perguntam qual a receita para emagrecer ela logo responde: “pega covid 19. Se não pode pegar a 20 ou a 21. Tanto faz como tanto fez.”

 

 

 

 

 

Deixe uma resposta