Sexta-feira chegou. Agosto acontece com sua luminosidade de doer os olhos. O frio parece ter dado tréguas. E os tão falados ventos ainda não buzinaram em meus ouvidos.
Ainda não percebi, ao caminhar pelas ruas da minha querida Lavras, a florada dos ipês. Eles logo devem enfeitar as ruas com suas flores que caem tão logo desabrocham. Dizem que as flores dos ipês não caem em relva ressequida. Mas parece que neste ano elas vão fugir a regra. Nenhum sinal de chuva no alto.
E como a chuva faz falta nos ares da roça. Na cidade as pessoas nem sequer imaginam o quão ela é importante. Depois de uma chuva benfazeja a pastaria se veste de verde. Os açudes se locupletam de água. As vacas engordam. O ar se torna mais agradável. E todos agradecem aquele líquido santo que despenca dos céus.
Hoje é sexta-feira. Começo de agosto. Neste dia primeiro aniversariou meu pai. Neste mês ainda se comemora o dia dos pais. Ai que saudade dele. Dos seus conselhos bem fundamentados. Do tiquetaquear da sua Facit. Da sua fala equilibrada. Da sua postura sempre ereta. Até quando ele caiu ao leito. Tomado por uma enfermidade irreversível.
Mais um final de semana que tem começo. Logo entra sábado. Dia de folgar para alguns. Para muitos ainda é dia de trabalho.
Não sei quantos finais de semana ainda me restam. Procurarei fazer deles motivo para curtir a vida. Nesta sexta-feira que tem começo ainda trabalho. Durante o dia inteiro aqui permaneço. E que lindo dia me recebeu nesta linda manhã ensolarada, temperatura em elevação, sol a iluminar a terra com seus raios vívidos.
Mais um fim de semana que se anuncia. Nesta sexta-feira risonha, pessoas apressadas vão ao trabalho, felizes por anteverem mais um final de semana.
Sábado antecede o domingo. Segunda-feira recomeça tudo de novo.
Não importa. O que conta é observar cada dia que nasce com olhos de quem admira o nascer do sol. O clarume da lua. O vai e vem das estrelas em noites enluaradas.
Hoje acordei com a mesma disposição de sempre. Abri a janela e deixei o sol entrar. O telefone tocou. Era uma voz familiar. Era alguém, bem próximo a minha família, me pediu uma informação médica sobre a saúde de sua neta. Logo recorri ao hospital. Espero que aquela menina seja internada de pronto. E logo se recupere de uma doença que a faz sentir dor.
Mais um final de semana que tem começo. Trata-se de uma sexta-feira risonha. Um dia maravilhoso, rico em luminosidade.
Não há como não se alegrar em dias como este. Ele nos convida para festejar. O nascer do sol, a azulice do céu, o sorriso das crianças, o dia dos pais que em breve chega.
Dia onze próximo festeja-se o dia dos pais. O meu está ausente. Embora ainda o sinta próximo a mim.
Mais um final de semana. Mais uma sexta-feira rica em luminosidade. Agosto em seu começo. Serão mais trinta e um dias a celebrar.
Não importa o que vem por aí. O que conta é o momento presente. E eu o recebo como um presente de verdade. Com o mesmo sabor daquele presente que gostaria de oferecer ao meu pai.
Mais um fim de semana que se anuncia. Que venham infinitos mais.