Foi um dia desses que o vi, bem cedo, andando como zumbi pelas ruas. Era uma pessoa, não sei se bicho ou homem. Vestido em andrajos, andar titubeante mal se equilibrando naquelas duas coisas que me pareceram pernas. E sim muletas nas quais ele se escorava para não cair de tão bêbado que se mostrava […]
Crônicas
O vendedor de sorrisos
Nas minhas andanças costumeiras, usando as pernas e os pés que não se mostram cansados e nem desanimados de tantas carreiras pela vida. Pisando passeios, caminhando apressado pela rua quando nossas vias de pedestres encontram-se atulhadas de gente muitos sem educação. Que param no meio de nossas calçadas estreitas que não permitem a passagem mais […]
Melhor assim…
Naquele final de junho, comecinho de inverno, o frio ainda não teve audácia de mostrar sua carinha gelada. Vestido na sua camisolinha aflanelada, nem fria ao exagero nem quente ao destempero. Seu Custódio, marido feliz da dona Hilda, um amor de pessoa pródiga em fazer carinho e cuidar bem do seu mozão. Ainda andava ereto […]
Eu e o tempo
Nesse sábado que deixou lembranças, não dos bons tempos da minha infância e sim de dois dias atrás. Passei bons momentos na casa da minha filha, fazendo coisa que não me atrai e nem me sinto atraído por assim proceder, tomando o manche do seu carro, dirigindo abestalhado por um entroncamento difícil de ser transposto […]
Senti-me um ETEZÃO bem velhinho
Quem ainda não se olhou no espelho, no alvorecer dos seus alvoreceres. Numa idade bem distante da mocidade. Da infância então nem se contam os anos perdidos em incontáveis desenganos. Num relance igualzinho ao farfalhar de asas de um beija flor avoando de flor em flor. E, naquela hora tardia, de repente ao espelho perguntou […]